Movimentos migratórios na periferia da Europa pós-colonial: imaginação política, práticas de luta e redes sociais em Marrocos e Espanha
No. 32 (2018-07-01)Autor(es)
-
Kristine Wolf
Resumo
a zona fronteiriça hispano-marroquina, na periferia da União Europeia, faz parte do regime europeu de controle de fronteiras e de migração no Mediterrâneo, estendendo-se cada vez mais além aos países da África subsaariana. Gritos eufóricos de pessoas migrantes ao superarem essas fronteiras físicas, bem como violentas devoluções efetuadas pelas guardas-civis espanhola e marroquina, evidenciam tanto o caráter mortal desse regime quanto sua crise e suas novas perspectivas. A migração global e multicausal converteu Marrocos e a Espanha em sociedades diversas e cosmopolitizadas. Estão formadas pelas mobilidades mudadas e renovadas, bem como pelos efeitos de diversos encontros entre residentes nacionais supostamente não móveis e pessoas em migração. Este artigo foca algumas formas de colaboração solidária surgidas nos últimos anos nessa zona. Examina-se a estrutura de atorxs principais das lutas sociais ligando pessoas migrantes e “nativas” implicadas em parcerias locais como o sindicato de migrantes ODT-I, em Rabat, e a Plataforma de Afetados pela Hipoteca, em Murcia. A partir de uma perspectiva crítica e pós-colonial, esta contribuição etnográfica analisa as relações de poder, os discursos hegemônicos, opacados e as práticas de potentes (contra-)conhecimentos dxs protagonistxs. Afirma que aqueles movimentos e lutas por direitos cidadãos desafiam o projeto político e discursivo dominante da União Europeia (UE) desde a base e participam da constituição de outra Europa contemporânea, plural e democrática.
Referências
Appadurai, Arjun. 1996. Modernity at Large. Cultural Dimensions of Globalization. Minneapolis-Londres: University of Minnesota Press.
Balibar, Étienne. 2003. Nosotros, ¿ciudadanos de Europa? Las fronteras, el Estado, el pueblo. Madrid: Tecnos.
Casas-Cortes, Maribel, SebastiánCobarrubias, Nicholasde Génova, GlendaGarelli, GiorgioGrappi, CharlesHeller, SabineHess, BerndKasparek, SandroMezzadra, BrettNeilson, IrenePeano, LorenzoPezzani, JohnPickles, FedericoRahola, LisaRiedner, StephanScheel, y MartinaTazzioli. 2014. “New Keywords: Migration and Borders”. Cultural Studies 29 (1): 55-87, https://doi.org/10.1080/09502386.2014.891630
Collier, Stephen y AihwaOng, eds. 2005. Global Assemblages: Technology, Politics, and Ethics as Anthropological Problems. Malden: Blackwell.
Conrad, Sebastian y ShaliniRanderia, eds. 2002. Jenseits des Eurozentrismus. Frankfort del Main: Campus.
Feldmann, Gregory. 2013. Migration Apparatus. Stanford: Stanford University Press.
Haraway, Donna. 1988. “Situated Knowledges: The Science Question in Feminism and the Privilege of Partial Perspective”. Feminist Studies 14 (3): 575-599.
Hess, Sabine y BerndKasparek. 2010. Grenzregime. Diskurse, Praktiken, Institutionen in Europa. Berlín: Assoziation A.
Kasparek, Bernd. 2017. Europas Grenzen: Flucht, Asyl und Migration: Eine kritische Einführung. Berlín: Bertz und Fischer.
Mezzadra, Sandro y BrettNeilson. 2013. Border as Method, or, the Multiplication of Labor. Durham: Duke University Press.
Moulier-Boutang, Yann. 2006 [1998]. De la esclavitud al trabajo asalariado. Economía histórica del trabajo asalariado embridado. Madrid: Ediciones AKAL.
Römhild, Regina. 2012. Futures of Modernity. Bielefeld: Transcript.
Rumford, Chris. 2006. “Theorizing Borders”. European Journal of Social Theory 9 (2): 155-169.
Rumford, Chris. 2008. “Introduction: Citizens and Borderwork in Europe“. Space and Polity 12 (1): 1-12. https://doi.org/10.1080/13562570801969333
Balibar, Étienne. 2009. “Europe as Borderland”, disponible en: http://gpm.ruhosting.nl/avh/Europe%20as%20Borderland.pdf
Bojadžijev, Manuela. 2017 “Ein neues Koordinatensystem!”, disponible en: https://www. rosalux.de/publikation/id/37483/ein-neues-koordinatensystem
Bojadžijev, Manuela y SerhatKarakayali. 2010. “Recuperating the Sideshows of Capitalism: Autonomy of Migration Today”, disponible en: http://www.e-flux.com/journal/17/67379/recuperating-the-sideshows-of-capitalism-the-autonomy-of-migration-today
De Haas, Hein. 2005. “Morocco: From Emigration Country to Africa’s Migration Passage to Europe”, disponible en: www.migrationpolicy.org/article/morocco-emigration-country-africas-migration-passage-europe
Garelli, Glenda y AlessandraSciurba. 2017. “Mediterranean Struggles for Movement and the European Government of Bodies: An Interview with Étienne Balibar and Nicholas De Genova”. Antipode. A Radical Journal of Geography, disponible en: https://onlinelibrary. wiley.com/doi/abs/10.1111/anti.12347
Karakayali, Serhat y VassilisTsianos. 2010. “Transnational Migration and the Emergence of the European Border Regime: An Ethnographic Analysis”. European Journal of Social Theory 13 (3), disponible en: http://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1368431010371761
Mezzadra, Sandro y BrettNeilson. 2012. “Between Inclusion and Exclusion: On the Topology of Global Space and Borders”. Theory, Culture & Society 29 (4-5), disponible en: http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0263276412443569
Walters, William. 2015. “Reflections on Migration and Governmentality”. Movements. Journal for Critical Migration and Border Regime Studies 1 (1), disponible en: http://movements-journal.org/issues/01.grenzregime/04.walters--migration.governmentality.html
Vargas, Jairo. 2015. “El ministro Fernández Díaz: ‘Los inmigrantes subsaharianos no tienen derecho a asilo’”, disponible en: http://www.publico.es/politica/fernandez-diaz-inmigrantes-subsaharianos-no.html
Von Uwe, Sattler. 2017. “Dublin IV fällt durch”, disponible en: https://www.neues-deutschland.de/artikel/1068700.flucht-nach-europa-Dublín-iv-faellt-durch.html
“Un 73% de las comunidades de vecinos de la Región cuenta con vecinos morosos”. 2017, disponible en: http://www.europapress.es/murcia/noticia-73-comunidades-vecinos-region-cuenta-vecinos-morosos-20170701093709.html
“Ley de Vivienda de la PAH”. 2017, disponible en: http://afectadosporlahipoteca. com/2017/03/22/ley-de-vivienda-de-la-pah
“APDHA cifra en 6.000 las muertes confirmadas en el Estrecho en 20 años, fruto de ‘políticas asesinas’”. 2017, disponible en: http://www.tercerainformacion.es/articulo/actualidad/2017/07/04/apdha-cifra-en-6000-las-muertes-confirmadas-en-el-estrecho-en-20-anos-fruto-de-politicas-asesinas
“La PAH, de enhorabuena por la ‘tregua temporal’ para 16.000 ejecuciones hipotecarias”. 2017, disponible en: http://www.laverdad.es/murcia/201703/07/solicita-paralizacion-desahucios-20170307120723.html