Como os partidos distribuem o dinheiro. Estrutura organizacional e recursos eleitorais em 2014 no Brasil
No. 104 (2020-10-01)Autor/a(es/as)
-
Bruno BolognesiUniversidade Federal do Paraná
-
Rodrigo R. HorochovskiUniversidade Federal do Paraná
-
Ivan J. JunckesUniversidade Federal do Paraná
-
Karolina M. RoederUniversidade Federal do Paraná
Resumen
Objetivo/contexto: em democracias consolidadas, partidos políticos distribuem recursos internamente baseados numa estratégia para o próprio fortalecimento. Contudo, ainda são poucos os estudos dedicados a analisar o papel dos partidos políticos como intermediadores entre recursos financeiros e candidatos. Desse modo, analisamos as estratégias eleitorais dos partidos políticos com base nas formas pelas quais eles investem recursos financeiros próprios, especificamente advindos do caixa partidário, nas eleições para deputado federal no Brasil em 2014. Metodologia: testamos a hipótese sobre os recursos de origem partidária serem distribuídos a fim de privilegiar os candidatos que têm mandato representativo, a despeito da estrutura organizativa. A hipótese está baseada no traço personalista que caracteriza a dinâmica político-eleitoral no país. Conclusões: nossos dados apontam que as agremiações distribuem seus recursos com vistas ao potencial eleitoral dos indivíduos malgrado sua estrutura organizacional. Não importa quão robusto institucionalmente é um partido político, todos os recursos são concentrados em poucos candidatos. Tal estratégia revela que a estrutura organizacional dos partidos políticos brasileiros não guarda relação com a estratégia partidária durante as eleições legislativas. originalidade: mostramos como os partidos brasileiros são sequestrados por seus parlamentares e, independentemente da força da organização, os recursos partidários acabam por reforçar a ausência de competição e democracia interna no interior dessas organizações.
Referencias
Alcántara, Manuel. 2016. A profissionalização da política, editado por Emerson Urizzi Cervi. Curitiba: CPOP-PPGCP/UFPR.
Amaral, Oswaldo. 2011. “Ainda conectado: o PT e seus vínculos com a sociedade.” Opinião Pública 17 (1): 1-44. https://doi.org/10.1590/S0104-62762011000100001
Ames, Barry. 1995. “Electoral Strategy under Open-List Proportional Representation”. American Journal of Political Science 39 (2): 406-433. https://www.jstor.org/stable/2111619
Andeweg, Rudy B. 2011. “Approaching Perfect Policy Congruence: Measurement, Development, and Relevance for Political Representation.” Em How Democracie Works. Political Representation and Policy Congruence in Modern Societies. Essays in Honour of Jacques Thomassen, editado por MartinRosema, BasDenters e KeesAarts. Amsterdam: Amsterdam University Press.
Berlatto, Fábia, AdrianoCodato e BrunoBolognesi. 2016. “Da polícia à política: explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de estado à câmara dos deputados”. Revista Brasileira de Ciência Política 21: 77-120. https://doi.org/10.1590/0103-335220162103
Billie, Lars. 1997. “Leadership Change and Party Change: The case of Danish Social Democratic Party, 1960-95”. Party Politics. No. 3: 379-390. https://doi.org/10.1177/1354068897003003006
Bolognesi, Bruno. 2016. “Dentro do Estado, longe da sociedade: a distribuição do fundo partidário em 2016”. Newsletter. Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil. NUSP/UFPR 3 (11): 1-15.
Botassio, Barbara. 2017. “Partidos brasileiros na alocação interna de recursos do fundo partidário”. Artigo apresentado no 9 ° Congresso Latinoamericano de Ciência Política. Montevidéu.
Braga, Maria do Socorro Sousa. 2007. “O Processo político-partidário brasileiro e as eleições de 2006.” Política & Sociedade 6 (10): 53-89. https://doi.org/10.5007/%25x
Braga, Maria do Socorro Sousa. 2010. “Eleições e democracia no Brasil: a caminho de partidos e sistemas partidários institucionalizados”. Revista Brasileira de Ciência Política 4: 43-73. https://periodicos.unb.br/index.php/rbcp/article/view/1704
Braga, Maria do Socorro Sousa e JairoPimentel Jr. 2011. “Os partidos políticos brasileiros realmente não importam ?”. Opinião Pública 17 (2): 271-303. https://doi.org/10.1590/S0104-62762011000200001
Braga, Maria do Socorro Sousa e AdlaBourdoukan. 2009. “Partidos políticos no Brasil: organização partidária, competição eleitoral e financiamento público”. Perspectivas: Revista de Ciências Sociais 35: 117-148. https://periodicos.fclar.unesp.br/perspectivas/article/download/2290/1858
Calvo, Ernesto e MariaVictoria Murillo. 2004. “Who delivers? Partisan Clients in the Argentine Electoral Market”. American Journal of Political Science 48 (4): 742-757. https://doi.org/10.1111/j.0092-5853.2004.00099.x
Carey, John M. e MatthewS. Shugart. 1993. “Incentives to Cultivate a Personal Vote: A rank Ordering of Electoral Formulas”. Electoral Studies 14 (4): 417-439. https://doi.org/10.1016/0261-3794(94)00035-2
Carlson, Matthew. 2012. “Financing Democracy in Japan: The Allocation and Consequences of Government Subsidies to Political Parties”. Party Politics 18 (3): 391-408. https://doi.org/10.1177/1354068810380086
Carreirão, Yan de Souza e MariaD’Alva G. Kinzo. 2003. “Partidos políticos, preferência partidária e decisão eleitoral no Brasil (1989/2002)”. Dados 47 (1). https://doi.org/10.1590/S0011-52582004000100004
Cervi, Emerson Urizzi. 2010. “Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral no Brasil: análise das contribuições de pessoas físicas, jurídicas e partidos políticos às eleições de 2008 nas capitais de estado”. Revista Brasileira de Ciência Política (4): 135-167. https://periodicos.unb.br/index.php/rbcp/article/view/1712
Codato, Adriano, FábiaBerlatto e BrunoBolognesi. 2018. “Tipologia dos políticos de direita no Brasil: uma classificação empírica”. Análise Social 229: 870-897. http://dx.doi.org/10.31447/as00032573.2018229.02
Coppedge, Michael. 1997. “A Classification of Latin American Political Parties”. 244. Working Paper. Estados Unidos: The Helen Kellogg Institute for International Studies.
Dantas, Humberto e SérgioPraça. 2010. “Pequenos partidos no Brasil: uma análise do posicionamento ideológico com base nas coligações municipais de 2000 a 2008”. Em Coligações Partidárias na Nova Democracia Brasileira: Perfis e Tendências, editado por SilvanaKrause, HumbertoDantas e LuisFelipe Miguel, 99-133. Rio de Janeiro: Konrad-Adenauer-Stiftung e Editora da Unesp.
Daza, Javier Duque. 2005. “La institucionalización partidista: una propuesta de abordaje de las estructuras organizativas partidistas”. Estudios Politicos 27: 103-127. https://www.redalyc.org/pdf/164/16429055006.pdf
Desposato, Scott W. 1997. “Party Switching and Democratization in Brazil”. Em Political Parties and Legislative Party Switching, editado por WilliamB. Heller eCarolMershon, 109-144. NovaYork: Palgrave Macmillan.
Desposato, Scott W. 2006. “Parties for Rent? Ambition, Ideology, and Party Switching in Brazil’s Chamber of Deputies”. American Journal of Political Science 50 (1): 62-80. https://www.jstor.org/stable/3694257?seq=1#metadata_info_tab_contents
Eldersveld, Samuel J. 1964. Political Parties: A Behavioral Analysis. Chicago: Rand McNally. https://doi.org/10.2307/1976132
Da Silveira, Leonardo e PauloVictor TeixeiraPereira de Melo. 2014. “De onde vem e como sobrevivem os nanicos ? Análise da votação dos pequenos partidos brasileiros”. Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais, Caxambu.
FigueiredoFilho, DalsonBritto. 2009. “O elo corporativo? Grupos de interesse, financiamento de campanha e regulação eleitoral”, dissertação de mestrado na Universidade Federal de Pernambuco, Brasil.
Freidenberg, Flavia e StevenLevitsky. 2007. “Organización informal de los partidos en America Latina”. Desarollo Económico 46 (184): 539-568.
Gierzynski, Anthony e DavidBreaux. 1994. “The Role of Parties in Legislative Campaign Financing”. The American Review of Politics 15 (summer): 171-189.
Hair, Joseph F.Jr., WilliamC. Black, BarryJ. Babin, RolphE. Anderson e RonaldL. Tatham. 2009. Análise Multivariada de Dados. São Paulo: Bookman Editora.
Harbers, Imke. 2014. “States and Strategy in New Federal Democracies: Competitiveness and Intra-Party Resource Allocation in Mexico”. Party Politics 20 (6): 823-835. doi:10.1177/1354068812458611
Harmel, Robert. 2002. “Party Organizational Change: Competing Explanations?”. Em Political parties in the New Europe: Political and analytical challenges, editado por Kurt Richard Luther e Ferdinand Müller-Rommel. Oxford: Oxford University Press.
Harmel, Robert e KennethJanda. 1994. “An Integrated Theory of Party Goals and Party Change”. Journal of Theoretical Politics 6: 259-287. https://doi.org/10.1177/0951692894006003001
Herrnson, Paul S. 1989. “National Party Decision Making, Strategies, and Resource Distribution in Congressional Elections”. The Western Political Quarterly 42 (3): 301-323. doi: 10.2307/448430
Holtz-Bacha, Christina, Ana InesLanger e SusanneMerkle. 2014. “The Personalization of Politics in Comparative Perspective: Campaign coverage in Germany and the United Kingdom”. European Journal of Communication 29 (2): 153-170. doi:10.1177/0267323113516727
Horochovski, Rodrigo Rossi, IvanJairo Junckes, EdsonArmando Silva, JoseliMaria Silva e NeilorFermino Camargo. 2016. “Estruturas de poder nas redes de financiamento político nas eleições de 2010 no Brasil”. Opinião Pública 22 (1): 28-55. https://doi.org/10.1590/1807-0191201622128
Huntington, Samuel P. 1968. Political Order in Changing Societies. New Haven e Londres: Yale University Press.
Iñaki, Sagarzazu. 2011. “Weak Party Institutionalization and the Dynamics of Political Dialogue”. Nuffield’s Working Papers Series in Politics. Nuffield College, United Kingdom.
Jacobson, Gary C. 1985. “Party Organization and Distribution of Party Organization Campaign Resources: Republicans and Democrats in 1982”. Political Science Quarterly 100 (4): 603-625. https://www.jstor.org/stable/pdf/2151543
Janda, Kenneth. 1970. “A Conceptual Framework for the Comparative Analysis of political parties”. Sage Professional Papers in Comparative Politics 1: 75-126.
Janda, Kenneth. 1980. “A Comparative Analysis of Party Organizations: The United States, Europe, and the world”. Em The Party Symbol, editado por WilliamJ. Crotty, 339-358. São Francisco: W. H. Freeman.
Janda, Kenneth. 1983. “Cross-National Measures of Party Organizations and Organizational Theory”. European Journal of Political Research 11: 319-332. https://doi.org/10.1111/j.1475-6765.1983.tb00065.x
Katz, Richard S., Mair, Peter, ChristopherJ Haid, ChicagoPress, GabrielaBorz e KennethJanda. 2008. “The Three Faces of Party Organization”. Political Science 46 (february): 593-617. https://doi.org/10.1177/1868103419898913
Katz, Ricardo S. e PeterMair. 1995. “Changing Models of Party Organization and Party Democracy: The Emergence of the Cartel Party”. Party Politics 1 (1): 5-28. https://doi.org/10.1177/1354068895001001001
KeyJr., ValdimerOrlando. 1949. Southern Politics in State and Nation. Nova York: A Caravelle.
Laakso, Markku e ReinTaagepera. 1979. “‘Effective’ Number of Parties. A Measure with Application to West Europe”. Comparative Political Studies 12 (1): 3-27. https://doi.org/10.1177/001041407901200101
Lemos, Leany Barreiro, DanielMarcelino e JoãoHenrique Pederiva. 2010. “Porque dinheiro importa: a dinâmica das contribuições eleitorais para o Congresso Nacional em 2002 e 2006”. Opinião Pública 16 (2): 366-393. doi:10.1590/S0104-62762010000200004
Lupu, Noam. 2017. “Party Brands, Partisan Erosion, and Party Breakdown”. Em Latin American Party Systems: Institutionalization, Decay, and Collapse, editado por ScottMainwating. Cambridge: Cambridge University Press.
Mainwaring, Scott. 1991. “Políticos, partidos e sistemas eleitorais.” Novos Estudos Cebrap 29: 34-58.
Mainwaring, Scott e MarianoTorcal. 2005. “Teoria e institucionalização dos sistemas partidários após a terceira onda de democratização”. Opinião Pública XI (2): 249-286. https://doi.org/10.1590/S0104-62762005000200001
Mancuso, Wagner Pralon. 2012. “Empresas e financiamento de campanhas eleitorais de candidatos a deputado federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2002 e 2006”. Em Desenvolvimento e crise na América Latina: estado, empresas e sociedade, editado por ArmandoDalla Costa, AryCesar Minella, DeniseBarbosa Gros, JacquesMick, MariaSoledad Etcheverry e WagnerIglecias. Curitiba: CRV.
Mancuso, Wagner Pralon. 2015. “Investimento eleitoral no Brasil: balanço da literatura (2001-2012) e agenda de pesquisa”. Revista de Sociologia e Política 23 (54): 155-183. https://doi.org/10.1590/1678-987315235409
Mancuso, Wagner Pralon, RodrigoRossi Horochovski e NeilorFermino Camargo. 2016. “Empresários e financiamento de campanhas na eleição presidencial brasileira de 2014”. Teoria & Pesquisa, 25 (3), 38-64. http://doi.editoracubo.com.br/10.4322/tp.25307
Mancuso, Wagner Pralon, RodrigoRossi Horochovski e NeilorFirmino. 2019. “Mudança institucional e financiamento político: o papel dos partidos nas eleições de 2014”. Em Presidencialismo de coalização em movimento, editado por GiovanaPerlin e ManoelLeonardo Santos, 353-383. Brasília: Edições Câmara.
Mancuso, Wagner Pralon e BrunoWilhelm Speck. 2015. “Financiamento empresarial na eleição para deputado federal (2002-2010): determinantes e consequências”. Teoria & Sociedade 23 (2): 103-125. http://www.teoriaesociedade.fafich.ufmg.br/index.php/rts/article/download/206/150
Melo, Carlos Ranulfo Felix. 2010. “Eleições presidenciais, jogos aninhados e sistema partidário no Brasil”. Revista Brasileira de Ciência Política 4: 13-41. https://periodicos.unb.br/index.php/rbcp/article/view/1702
Meneguello, Rachel. 1998. Partidos e governos no Brasil contemporâneo (1985-1997). São Paulo: Paz e Terra.
Müller, Wolfgang C. e KaareStrøm. 1999. Policy, Office, or Votes? How Political Parties in Western Europe Make Hard Decisions. Cambridge: Cambridge University Press.
Nascimento, Willber, JoséAlexandre SilvaJr., RanulfoParanhos, DenissonSilva e DalsonBritto FigueiroFilho. 2016. “Does Size Matter? Electoral Performance of Small Parties in Brazil”. Brazilian Political Science Review 10 (2): 1-26. https://doi.org/10.1590/1981-38212016000200005
Nicolau, Jairo. 2006. “O sistema eleitoral de lista aberta no Brasil”. Dados — Revista de Ciências Sociais (Belo Horizonte: Editora UFMG) 49 (4): 689-720. https://doi.org/10.1590/S0011-52582006000400002
Panebianco, Angelo. 2005. Modelos de partido: organização e poder nos partidos politicos. São Paulo: Martins Fontes.
Peixoto, Vitor de Moraes. 2010. “Eleições e financiamento de campanhas no Brasil.” Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. 2007.
Pereira, Carlos e BernardoMueller. 2003. “Partidos fracos na arena eleitoral e partidos fortes na arena legislativa: a conexão eleitoral no Brasil”. Dados 46 (4): 735-771. Rio de Janeiro. http://www.scielo.br/pdf/dados/v46n4/a04v46n4.pdf
Peters, B. Guy. 2012. Institutional Theory in Political Science. 3° ed. Nova York: Edward Elgar Pub.
Poguntke, Thomas, SusanE. Scarrow, PaulD. Webb, ElinH. Allern, NicholasAylott, Ingridvan Biezen e EnricoCalossi. 2016. “Party Rules, Party Resources and the Politics of Parliamentary Democracies: How Parties Organize in the 21st Century”. Party Politics 22 (6): 661-678. https://doi.org/10.1177/1354068816662493
Randall, Vicky e LarsSvåsand. 2002. “Party Institutionalization in New Democracies”. Party Politics 8 (1): 5-29. https://doi.org/10.1177/1354068802008001001
Riker, William H. 1982. “The Two-Party System and Duverger’s Law: An Essay on the History of Political Science”. The American Political Science Review 76 (4): 753. https://www.jstor.org/stable/1962968
Sacchet, Teresa e BrunoWilhelm Speck. 2012. “Financiamento eleitoral, representação política e gênero: uma análise das eleições de 2006”. Opinião Pública 18 (1): 177-197. https://doi.org/10.1590/S0104-62762012000100009
Sáez, Manuel Alcántara. 2005. ¿Instituiciones o máquinas ideológicas? Origen, programa y organización de los partidos politicos latinoamericanos. Barcelona: ICPS.
Sáez, Manuel Alcántara e FlaviaFreidenberg. 2000. “Organización y funcionamento interno de los partidos politicos en América Latina”. Em Partidos Políticos de América Latina, editado por ManuelAlcántara Sáez e FlaviaFreidenberg, 1-17. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca.
Samuels, David. 1997. “Determinantes do voto partidário em sistemas eleitorais centrados no candidato: evidências sobre o Brasil”. Dados 40 (3). https://doi.org/10.1590/S0011-52581997000300008
Samuels, David. 2001a. “Does Money Matter? Credible Commitments and Campaign Finance in New Democracies Theory and Evidence from Brazil”. Comparative Politics 34 (1): 23-42. https://www.jstor.org/stable/422413
Samuels, David. 2001b. “When Does Every Penny Count?: Intra-Party Competition and Campaign Finance in Brazil”. Party Politics 7 (1): 89-102. https://doi.org/10.1177/1354068801007001005
Samuels, David J. 1999a. “Vote in Candidate-Centric”. Comparative political studies. 32 (4): 487-518. https://doi.org/10.1177/0010414099032004004
Samuels, David J. 1999b. “Incentives to Cultivate a Party Vote in Candidate-Centric Electoral Systems: Evidence from Brazil”. Comparative Political Studies. 32 (4): 487-518. https://doi.org/10.1177/0010414099032004004
Scarrow, Susan E. 1996. Parties and Their Members. Oxford: Oxford University Press.
Scarrow, Susan E., PaulD. Webb e ThomasPoguntke. 2017. Organizing Political Parties Representation, Participation, and Power. Oxford: Oxford University Press.
Schaefer, Bruno Marques. 2018. “As lógicas de distribuição do fundo partidário: centralização e nacionalização dos partidos brasileiros (2011-2015)”. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.
Schattschneider, E. 1942. Party Government. Nova York: Holt, Rinehart and Wilston.
Sigelman, Lee. 1979. “Understanding political instability: An Evaluation of the Mobilization — Institutionalization Approach”. Comparative Political Studies 12 (2): 205-228. https://doi.org/10.1177/001041407901200204
Silva, Bruno Fernando e EmersonUrizzi Cervi. 2017. “Padrões de financiamento eleitoral no Brasil: as receitas de postulantes à Câmara dos Deputados em 2010 e 2014”. Revista Brasileira de Ciência Política 23: 75-110. https://doi.org/10.1590/0103-335220172303
Speck, BrunoWilhelm e WagnerPralon Mancuso. 2011. “O financiamento político nas eleições brasileiras de 2010: um panorama geral”. Em GT 13 — Financiamento político no Brasil: o impacto do dinheiro sobre partidos, eleições, candidatos e representantes. Caxambu, Brasil.
Tavits, Margit. 2008. “Party Systems in the Making: The Emergence and Success of New Parties in New Democracies”. British Journal of Political Science 38 (1): 113-133. https://www.jstor.org/stable/27568335
Tavits, Margit. 2012. “Organizing for success: Party Organizational Strength and Electoral Performance in Postcommunist Europe”. The Journal of Politics 74 (1): 83-97. https://www.jstor.org/stable/10.1017/s0022381611001198
Tavits, Margit. 2013. Post-Communist democracies and party organization. Cambridge: Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/CBO9781139565196
Webb, Paul D. e DanKeith. 2017. “Assessing the Strength of Party Organizational Resources: A Survey of the Evidence from the Political Party Database.” Em Organizing Political Parties Representation, Participation, and Power, editado por SusanE. Scarrow, PaulD. Webb e ThomasPoguntke. Oxford: Oxford University Press.
Wills-Otero, Laura. 2016. “The Electoral Performance of Latin American Traditional Parties, 1978-2006: Does the Internal Structure Matter?”. Party Politics 22 (6): 758-772. https://doi.org/10.1177/1354068814563971
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.