Populismo (em) democracia. Repensando os sentidos da emancipação no sul da América Latina
No. 82 (2014-09-01)Autor(es)
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Ariana ReanoUniversidad Nacional de General Sarmiento (Argentina)
Resumo
O presente trabalho tem dois objetivos. Em primeiro lugar, propõe-se repensar a relação entre populismo e democracia ao discutir com as posições que estabelecem um antagonismo radical entre ambas as dinâmicas políticas. Para isso, recuperam-se alguns lineamentos sugeridos por Ernesto Laclau sobre as dimensões de ruptura e recomposição do populismo entendido como lógica política. Essa concepção se complementa com as contribuições de Jacques Rancière para pensar a dimensão democratizadora dos populismos. Em segundo lugar, o artigo se propõe analisar duas experiências de governo contemporâneas —a de Néstor Kirchner, na Argentina, e de Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil— para mostrar como esses exemplos nos convidam a reabrir o debate teórico-político em torno ao próprio conceito de democracia. Reabilitar o debate sobre a tensão entre a dimensão formal e a dimensão substantiva da democracia nos permitirá repensar as múltiplas formas nas quais uma lógica populista pode habilitar uma lógica democratizadora.
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