Autoridade e privilégio: confiança na polícia na América Latina
No. 110 (2022-04-01)Autor(es)
-
Juan Manuel CaicedoFacultad Latinoamericana de Ciencias Sociales Flacso (Ecuador)
Resumo
Objetivo/contexto: este estudo parte de perguntar quais são os principais determinantes da confiança na polícia na América Latina. A partir da teoria do conflito, argumenta-se que a divisão de classes e a diversidade étnica fundada na colonização europeia deixaram um legado de conflitos de controle social, em que alguns grupos se encontram em posição privilegiada no trato com a polícia, enquanto outros permanecem em posição de exclusão e vulnerabilidade. Metodologia: esta pesquisa toma seus dados do Latinobarômetro 2018. Utiliza modelos de regressão logística ordinal (OLR) para avaliar os efeitos das características sociodemográficas e atitudinais do sujeito, bem como um modelo de efeitos mistos para observar os efeitos dos indicadores de nível contextual (características dos países). Conclusões: a confiança dos latino-americanos na polícia é afetada por sua posição de classe, sua opinião sobre para quem o país é governado e sua percepção de corrupção nos membros da instituição. Embora haja evidências de menor nível de confiança entre os indígenas, a identificação racial dos sujeitos não apresenta efeitos significativos. No nível contextual, o fracionamento étnico e a taxa de homicídios do país diminuem a confiança na polícia, apesar de a desigualdade (coeficiente de Gini) apresentar um efeito positivo contrário ao esperado. Originalidade: o artigo explora os fatores que podem produzir tratamento diferenciado entre policiais e cidadãos, em uma região marcada por altos níveis de desigualdade e violência.
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.