Naturaleza y Sociedad. Desafíos Medioambientales

Nat. Soc.: Desafíos Medioambient. | eISSN 2805-8631

A revolução silenciosa: inteligência artificial, justiça social e mudança comunitária

No. 13 (16-09-2025)

Resumo

A inteligência artificial (IA) está transformando silenciosamente a vida cotidiana na América Latina. Neste artigo, a partir de uma perspectiva crítica e decolonial, examina-se como os algoritmos podem perpetuar desigualdades e promover a justiça social e a organização comunitária. Dois casos específicos são analisados: Sisbén (sistema oficial de classificação socioeconômica) IV na Colômbia, um sistema que classificou injustamente as comunidades afrodescendentes, e o projeto comunitário Alerta de Mareas Rojas em Cartagena, onde pescadores artesanais treinaram um sistema de IA com sensores de baixo custo para prever a florações de algas e proteger seus meios de subsistência. O texto argumenta que dados e modelos algorítmicos podem reproduzir lógicas coloniais, mas também destaca que a governança participativa, baseada na soberania de dados e na justiça cognitiva, pode reorientar o uso da IA para o bem comum. São propostos cinco princípios para uma ética algorítmica decolonial e comunitária, e conclui-se com um apelo reflexivo à construção de políticas públicas que não deleguem a ética à tecnologia, mas a incorporem por meio da participação social.  

Palavras-chave: inteligência artificial, justiça social, ética decolonial, soberania de dados, ciência cidadã, participação comunitária

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