Entre a guerra de castas e a ladinização, a imagem do indígena na américa central liberal, 1870-1944
No. 26 (2007-04-01)Autor(es)
-
David Díaz Arias
Resumo
Este artigo analisa as representações que os políticos, a imprensa e os intelectuais formularam sobre os indígenas na América Central durante a chamada “época liberal” (1870-1944), já que as imagens expostas sobre os aborígines tenderam a expô-los como bárbaros, rebeldes e vulneráveis á manipulação e, por isso, promotores do que se chamou “guerra de castas”. Fundamentadas nestas representações, as elites liberais da América Central, seguiram três caminhos: negaram a herança indígena e representaram as suas comunidades políticas como essencialmente “brancas” (Costa Rica); integraram essas comunidades, pelo uso da força, dentro dos projetos de Nação que se impulsionavam a partir da sua aculturação, o abandono de seus costumes e a perda de suas identidades (El Salvador, Nicarágua e Honduras); ou continuaram com o modelo de exclusão colonial (Guatemala).
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.