Leituras críticas dos ateliês de saúde sexual e reprodutiva e de fortalecimento cultural desenvolvidos com mulheres negras desterradas pelo conflito armado na Colȏmbia
No. 27 (2007-08-01)Autor(es)
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Claudia Mosquera Rosero-Labbé
Resumo
A autora do artigo analisa alguns discursos e práticas sociais de funcionários "intervenientes" sociais: trabalhadoras sociais e psicólogas, que trabalham em programas de atenção psicosocial, os quais recebem mulheres negras desterradas provenientes do Pacifico que chegam a Bogotá fugindo do conflito armado interno. Enfoca-se de maneira particular nos supostos subjacentes de dois tipos de ateliês que tais programas oferecem: os de saúde sexual e reprodutiva, e os de fortalecimento cultural. Desde esse ponto o autor mostra como os discursos e práticas que estão contidas nestas palestras, formulam duas maneiras contraditórias para valorizar a presença étnico-racial negra no país. Ditas palestras configuram núcleos persistentes de representação desta outredade e da criação de distancias sociais que alimentam as assimetrias nas relações étnico-raciais com a população negra.
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