Desterrando formas poéticas na República de Platão
No. 34 (2009-12-01)Autor(es)
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Sergio Ariza
Resumo
O presente ensaio examina um rasgo central e desconcertante na crítica platônica à poesia: Platão desterra não apenas conteúdos e autores concretos, mas as formas poéticas próprias. Em concreto, a forma mimética. A análise demonstra que a razão central para tal desterro jaze em que o autor descobriu que a forma em quanto forma, independentemente de seus conteúdos, tem um caráter autonômico orientado por valores não morais, porém estéticos, que contrariam o aparato ideológico em que se fundamenta a polis Idea. Com isso, mostra-se a relevância da análise platônica, que não está baseada na valoração da atividade poética, mas em seu desentranhamento do puramente estético na labor poética e seus efeitos sobre um programa político como o exposto pela República.
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