Da estetização da política à comunidade ausente de obras
No. 35 (2010-04-01)Autor(es)
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María del Rosario AcostaUniversidad de los Andes. Bogotá, Colombia.
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Laura Quintana
Resumo
Este artigo se propõe a mostrar que a ideia de uma estetização da política não se reduz à extrapolação de critérios estéticos ao âmbito do político e, consequentemente, que o desafio de se pensar em uma política estetizada pode trazer consigo propostas mais radicais que aquelas que são sugeridas, por exemplo, com a ideia de uma “politização da arte”. Seguindo a J. L. Nancy, Lacoue-Labarthe e R. Esposito, será planteado que uma política estetizada aponta à produção do político como obra de arte, e que esta ideia é predominante na tradição ocidental toda vez que a comunidade é pensada como obra, como fazer da subjetividade ou como sujeito coletivo que se realiza em sua essência. O ensaio termina concluindo, então, que a interrupção de uma política estetizada requer uma reflexão renovada sobre o ser-em-comum dos seres humanos, desde uma abertura à sua finitude e à sua radical alteridade.
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