A racionalidade herética de Fernando Vallejo e o direito à felicidade
No. 35 (2010-04-01)Autor(es)
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Héctor Hoyos
Resumo
O presente ensaio examina a crítica da civilização cristã na obra de Fernando Vallejo. Para tanto, estuda sua racionalidade herética e a forma em que esta se manifesta na representação dos meios de comunicação massiva no romance A Virgem dos Sicários (1994). À luz do relato O despenhadeiro (2001) e do ensaio A puta de Babilônia (2007), mostra-se como os meios assumem a função de controle social que adquiriu internacionalmente o ícone religioso durante o papado de Leão XIII (1878- 1903), e que afiançou na Colômbia a Concordata entre o Estado e a Santa Sé. Após analisar o tratamento que dá o ensaio ao tal papado e considerar sua relevância para a história nacional dentro de um contexto global, identifica-se o problema político-teológico do direito à felicidade como o substrato que alimenta a reflexão de Vallejo sobre as relações entre o tráfico internacional e o esvaziamento de um poder constituinte cívico-religioso em nível local.
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