Naturaleza y Sociedad. Desafíos Medioambientales

Nat. Soc.: Desafíos Medioambient. | eISSN 2805-8631

Reformar os instrumentos de política agropecuária prejudiciais à biodiversidade na Colômbia: um objetivo estratégico

No. 3 (01-09-2022)
  • Ricardo Torres C.
    Investigador/consultor independiente (Colombia)

Resumo

O crescimento da agricultura e seu possível impacto prejudicial à biodiversidade dependem, em grande medida, dos instrumentos de política por meio dos quais são estimulados o aumento da produção e o melhoramento do bem-estar da população no campo. O desflorestamento é um dos motores de perda de biodiversidade geralmente mais reconhecidos e há evidências de que, na Colômbia, ele é causado, em grande parte, pela expansão dos sistemas agropecuários.

Contudo, no processo de formulação e implementação de instrumentos de política agropecuária, não há suficiente compreensão dos prejuízos que eles podem causar à biodiversidade. A avaliação dos possíveis benefícios desses instrumentos geralmente não considera os custos privados e sociais que resultam da perda ou deterioração da biodiversidade; portanto, a obtenção dos benefícios pode induzir ao mesmo tempo, como externalidade negativa, prejuízos muitas vezes irreparáveis à biodiversidade e à sociedade. Prevenir esse impacto negativo exige estratégias de intervenção do Estado que, mais além dos gastos privados percebidos, permitam reconhecer de forma adequada o valor da biodiversidade para a sociedade e alinhar com coerência as políticas e instrumentos de política direcionados ao crescimento da produção, à produtividade e à renda, com o objetivo de conservar e usar de forma sustentável a biodiversidade, dentro de uma abordagem de agricultura produtiva e regenerativa.

Com esse objetivo, os países vêm assumindo compromissos com o Plano Estratégico da Convenção da Diversidade Biológica, em especial com a meta 3 de Aichi, a qual busca eliminar gradualmente ou reformar os incentivos, incluindo as isenções prejudiciais para a diversidade biológica.

A Colômbia vem avançando nessa direção, mas ainda não conta com um plano de ação compreensivo que tenha como objetivo analisar esse tipo de impacto negativo dos instrumentos de política agropecuária e que conte com uma metodologia apropriada que possibilite a adoção de medidas ou regulamentações para prevenir, corrigir ou eliminar os possíveis prejuízos para a biodiversidade.

Neste artigo, propõe-se contribuir para a discussão de um referencial conceitual ou analítico que permita compreender a forma como a agricultura se relaciona com a biodiversidade; a entender a maneira em que os instrumentos de política que promovem a agricultura podem propiciar prejuízos à biodiversidade; a determinar os elementos básicos de uma metodologia ou caminho apropriado para incorporar os possíveis gastos privados ou sociais que podem ser ocasionados por um determinado incentivo à agricultura e identificar as medidas para prevenir ou eliminar esses prejuízos.

Palavras-chave: biodiversidade, Convenção da Diversidade Biológica, desflorestamento, erosão genética, externalidades negativas, instrumentos agropecuários, incentivos prejudiciais, metas Aichi

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