Donde el manglar es padre, la marea es madre y el lodo es madrina: Campinhos (Canavieiras, Bahía, Brasil) y sus vivencias con la naturaleza
No. 16 | 24-08-2026Autor/a(es/as)
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Maria Clara Fontes VieiraUniversidade Federal da Bahia (Brasil)Identificador ORCID: https://orcid.org/0009-0009-8790-6887
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Fábio Pessoa VieiraUniversidade Federal da Bahia (Brasil)Identificador ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4803-1549
Resumen
El ser humano, en numerosas ocasiones, no se comprende a sí mismo como parte de la naturaleza, estableciendo con ella relaciones de poder, objetivación y explotación. Sin embargo, las comunidades tradicionales construyen formas distintas de relacionarse con el entorno. En este contexto, en el presente artículo analizamos, en colaboración con habitantes de Campinhos —comunidad pesquera perteneciente a la Reserva Extractivista de Canavieiras, Bahía (Brasil)—, las relaciones de pertenencia entre las personas y la naturaleza en este territorio. En particular, investigamos cómo los pescadores comprenden su relación con los manglares, ecosistema predominante de la región. Para la producción de los datos, se realizaron entrevistas semiestructuradas, posteriormente sometidas al análisis de contenido propuesto por Laurence Bardin. Se construyeron conjuntos de categorías de análisis que evidencian el reconocimiento, por parte de la comunidad de Campinhos, de su pertenencia a la naturaleza, al expresar sentimientos de afecto, autonomía, participación e identificación presentes en los relatos de los participantes. A partir de ello, fue posible comprender que la percepción de la comunidad pesquera de Campinhos puede contribuir a repensar la relación que el ser humano ha establecido con la naturaleza e inspirarnos a crear espacios, especialmente en el campo de la educación ambiental, con el fin de construir vínculos con la naturaleza mediante una convivencia afectiva y significativa.
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